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Delator afirma que Leto pagava R$ 100 mil por vereador em Cadebelo

O relator, deputado Samuel Moreira, na Comissão Especial da Reforma da Previdência durante reunião da comissão destinada a apresentar voto complementar ao seu parecer divulgado no dia 13 de junho.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, Lucas Santino, disse que o então prefeito da cidade, Leto Viana – atualmente preso por envolvimento no esquema investigado pela Operação Xeque-Mate – pagava cerca de R$ 100 mil a cada vereador para assinar uma carta-renúncia e ter direito a benefícios na gestão municipal.

O depoimento do ex-vereador aconteceu nesta quinta-feira (4), no Fórum de Cabedelo, durante audiência do processo que investiga as denúncias apuradas pela operação. Durante depoimento, Lucas Santino confirmou, mais uma vez, o esquema das cartas-renúncia, que segundo ele, contava também com notas promissórias.

O depoimento do ex-prefeito Leto também é aguardado para acontecer ainda nesta quinta-feira.

As audiências começaram desde a semana passada para ouvir cerca de 50 pessoas entre delatores, réus e testemunhas. Na segunda-feira (1º), dois réus e cinco delatores do processo principal da Operação Xeque-Mate foram ouvidos, durante audiência que durou quase 14 horas no Fórum de Cabedelo, município da Região Metropolitana de João Pessoa.

Os denunciados

Dos denunciados neste processo, respondem à ação penal em liberdade os réus Marcos Antônio Silva dos Santos, Leila Maria Viana do Amaral, Jacqueline Monteiro Franca (ex-presidente da Câmara dos Vereadores e esposa de Leto Viana) e Adeildo Bezerra Duarte Figueiredo da Silva. Já os réus Wellington Viana França (Leto Viana, ex-prefeito de Cabedelo), Antônio Bezerra do Vale Filho, Lúcio José do Nascimento Araújo, Tércio de Figueiredo Dornelas Filho e Inaldo Figueiredo da Silva estão presos.

A Xeque-Mate

A Operação ‘Xeque-Mate’ foi deflagrada em abril de 2018, quando o então prefeito Leto Viana, sua esposa, Jacqueline Monteiro, vereadores e servidores públicos foram presos suspeitos de integrarem um esquema criminoso responsável pelo desvio de recursos da prefeitura.

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