Portal G8
Jornalismo com ética e credibilidade

Doença misteriosa ataca usuários de cigarro eletrônico

Apesar de estar proibido no Brasil, a praticidade e estética dos chamados ‘cigarros eletrônicos’ tem ganhado cada vez mais a graça dos fumantes de plantão. Mas, segundo médicos norte-americanos o uso desse tipo de inalação está sendo associado a mortes causadas por doença pulmonar misteriosa. De julho para cá, já foram registradas seis mortes e 400 pessoas foram diagnosticadas com a enfermidade, segundo o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA.

Pesquisadores ainda estão tentando entender o que causa a doença, mas os pacientes tinham uma coisa em comum: o uso de cigarro eletrônico. As autoridades já estão considerando banir o produto do mercado. O produto é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009.

O uso do cigarro pode causar uma dependência igual ao do cigarro convencional. Uma Pesquisa da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, revela que fumar cigarro eletrônico apenas uma vez na vida, mesmo que sem nicotina, já pode ser prejudicial para a circulação sanguínea em veias e artérias.

A pesquisa da Escola de Medicina destaca que o líquido do cigarro eletrônico é considerado “relativamente inofensivo”, mas o processo de vaporização pode tornar moléculas presentes no vaporizador em substâncias tóxicas. Para fazer o estudo, os pesquisadores fizeram exames de ressonância magnética em pessoas saudáveis e não fumantes.

Os participantes então fumaram cigarros eletrônicos com saborizadores de tabaco, mas sem nicotina. Os resultados de antes e depois do fumo foram comparados. Segundo os cientistas, fumar apenas uma vez o cigarro eletrônico prejudicou a circulação sanguínea e contribuiu para engrossar as artérias. A principal consequência disso pode ser uma piora na circulação do sangue para órgãos vitais, como coração e cérebro. Aí acontecem os temidos infarto ou derrame, por exemplo.

Com ClickPB